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MEC poderá usar carteirinha digital para espionar os estudantes

Milhões de pessoas terão em seus celulares um documento com seus dados pessoais monitorados diretamente pelo governo
 
 
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Agora o P2 estará dentro do seu celular. Foto: Marcos Santos/USP Imagens
 
 

CAUSA OPERÁRIA – Sexta-feira (6), o golpista ilegítimo Jair Bolsonaro assinou uma Medida Provisória criando a nova carteirinha digital estudantil. O documento será emitido pelo próprio governo e é uma forma de atacar a União Nacional dos Estudantes (UNE) procurando sabotar seu financiamento. O governo deu hoje (9) um prazo de 90 dias para que a nova carteirinha comece a ser emitida. Como fez com os sindicatos, Bolsonaro procura asfixiar a UNE devido a seu papel como organização que mobiliza um setor da população contra a direita golpista, como se viu nos grandes protestos de maio, junho e agosto contra o governo.

O atentado contra o direito da população de se organizar politicamente, no entanto, não é o único perigo da nova carteirinha. O documento garante o direito de estudantes pagarem meia entrada, e por isso deverá estar presente nos celulares de milhões de estudantes por todo o país. Porém, para poder obtê-lo, os estudantes terão que consentir com o compartilhamento de seus dados cadastrais com o MEC, para constarem no Sistema Educacional Brasileiro, um banco de dados de estudantes criado pelo MEC sob o carrasco da educação Abraham Weintraub.

Ou seja, milhões de pessoas terão em seus celulares um documento com seus dados pessoais monitorados diretamente pelo governo. Em tempos de espionagem generalizada no mundo inteiro, como demonstrou o Wikileaks e os vazamentos de Edward Snowden, o governo brasileiro, hoje dominado por fascistas a serviço dos EUA, terão mais facilidade para mapear a atividade de milhões de estudantes na Internet. Essa é mais uma arma que poderá ser usada contra a população por um governo cada vez mais autoritário e impopular, na tentativa de aplicar seu programa por meio da coação e da força.

 

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