Cursos e Debates

 

Biblioteca Hipátia

TV Cidadania Livre

 

Grupo de Lima prepara guerra contra Venezuela, diz ativista

Cristóbal Alvarado Minic - Sputinik

O Grupo de Lima se reuniu nesta segunda-feira em Ottawa, no Canadá, para planejar um ataque militar contra a Venezuela, disse um membro da coalizão Hands Off Venezuela (Tirem as Mãos da Venezuela) à Sputnik durante uma manifestação em rejeição ao encontro organizado pelo Canadá.

O grupo está preparando "uma guerra estúpida e mortal (contra a Venezuela) por trás desses muros", declarou Pierre LeBlanc enquanto se manifestava com outras pessoas fora da sede da chancelaria canadense, onde foi realizada a décima reunião do Grupo de Lima, uma instância de 14 países americanos criada em 2017 para acompanhar e buscar uma solução "democrática" para a crise venezuelana.

O ativista explicou que a manifestação buscava "apoiar a Venezuela" e deixar claro ao governo do Canadá que a reunião do Grupo de Lima "não é legal, porque é uma violação das leis do direito internacional e de todas as regras das Nações Unida" de respeito pela integridade do território dos países e pelo direito do povo de escolher seu governo e seu sistema econômico por conta própria".

 

O Grupo de Lima é composto por Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Guiana e Santa Lúcia.

O México não participou de reuniões recentes desde que um novo governo tomou posse em dezembro, e a Guiana e Santa Lúcia não participaram da reunião em Ottawa.

LeBlanc acrescentou que os EUA, o Canadá e o resto dos países do Grupo de Lima querem "destruir o sistema de organização e governo da Venezuela".

"A Venezuela é um exemplo de outra maneira de organizar a vida e os serviços [da população], com muito mais sucesso, e isso é muito perigoso para os países que querem manter as coisas", afirmou o ativista.

LeBlanc também acolheu as posições do Uruguai e do México, que não reconheciam Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional, como o legítimo presidente da Venezuela e estão pedindo o diálogo no país caribenho.

"É uma boa alternativa, um bom caminho que pode dar esperança para encontrar uma solução", pontuou.

Ele também enfatizou que "os interesses" da Rússia e da China sobre a Venezuela "não são os mesmos que os dos EUA", então pode haver "uma possibilidade de solidariedade entre essas regiões e a Venezuela, a Nicarágua e também a Bolívia".

No domingo, o governo uruguaio anunciou que vai sediar nesta quinta-feira, juntamente com a União Europeia (UE), a reunião inaugural do Grupo Internacional de Contato com a Venezuela, cuja primeira instância, em Montevidéu, "será realizada em nível ministerial".

Em 31 de janeiro, a UE decidiu levar adiante a criação deste grupo de contato, com o objetivo de promover as condições para um "processo político e pacífico que permita aos venezuelanos determinar seu próprio futuro, através da realização de eleições livres, transparente e credível, em consonância com a Constituição do país", de acordo com a declaração conjunta emitida pelos anfitriões da reunião.

O grupo de contato será composto por oito países da UE: Alemanha, Espanha, França, Itália, Holanda, Portugal, Reino Unido e Suécia, e latino-americanos, Bolívia, Costa Rica, Equador e México, que se juntam ao Uruguai.

Em 23 de janeiro, Guaidó, proclamou-se "presidente encarregado" do país. Já o líder venezuelano Nicolás Maduro descreveu a declaração de Guaidó como uma tentativa de golpe de estado e culpou os EUA por orquestrá-la.

Vários países do continente americano, com os EUA à frente, ignoraram Maduro e expressaram seu apoio a Guaidó. Por sua parte, Cuba, Bolívia, Rússia, China, Irã e Turquia expressaram seu apoio a Maduro.

Na segunda-feira, 16 Estados-membros da UE expressaram seu agradecimento a Guaidó – vários deles participarão da conferência de Montevidéu.

Canadá descarta intervenção militar

O Canadá rejeitou totalmente a possibilidade de uma intervenção militar na Venezuela, disse em uma entrevista coletiva a ministra canadense de Relações Exteriores, Chrystia Freeland, depois que o Grupo de Lima se reuniu em Ottawa e emitiu uma declaração sobre a Venezuela.

"Eu li o ponto 17 de nossa declaração, que fala sobre a importância de um processo de transição política usando meios políticos e diplomáticos sem o uso de força ou coerção", disse Freeland a repórteres nesta segunda-feira. "O Canadá absolutamente descarta a intervenção militar".

 

Por outro lado, autoridades dos EUA disseram repetidamente que todas as opções estão em discussão em relação à crise na Venezuela.

Em outro ponto da declaração, o Grupo de Lima pediu aos militares venezuelanos que reconheçam Guaidó como presidente interino do país.

"Estamos, de fato, convocando as Forças Armadas da Venezuela ao apelarmos a todos os venezuelanos e pedimos a todos os governos do mundo que reconheçam Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela", destacou Freeland.

Além disso, os membros do grupo e Guaidó discutiram os esforços para reconstruir e restaurar a economia do país, acrescentou Freeland.

"Dedicamos muito do nosso tempo hoje a falar sobre como o Grupo de Lima e a comunidade internacional podem apoiar a eventual reconstrução e reconstrução da Venezuela", ponderou Freeland a repórteres na segunda-feira.

"Ouvimos de especialistas em economia, também ouvimos de representantes do presidente interino, Juan Guaidó, sobre os planos muito avançados que a oposição tem", complementou.

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, disse no começo da reunião que Ottawa planejava fornecer US$ 53 milhões em ajuda humanitária para apoiar o povo da Venezuela.

 

fonte: https://br.sputniknews.com/americas/2019020413251385-grupo-lima-guerra-venezuela/

 

Maduro diz que, se houver intervenção, as perdas dos EUA serão irreparáveis

Juan Barreto/AFP
AMÉRICAS
URL curta
 

O presidente venezuelano Nicolás Maduro deu uma entrevista exclusiva ao RT, na qual comentou a crise política vivida no seu país e explicou as razões e possíveis consequências de uma intervenção militar dos EUA na Venezuela.

Nicolás Maduro declarou durante a entrevista ao RT que a razão por que os EUA querem intervir militarmente na Venezuela são os recursos naturais, o petróleo, o gás e o ouro, bem como a "riqueza moral da revolução bolivariana".

"Nós temos armas de destruição em massa? Nós somos uma ameaça para a segurança dos EUA?", perguntou o líder venezuelano.

"O 'casus belli' é a riqueza moral da revolução bolivariana, acabar com uma revolução que dá exemplo de independência e justiça social", afirmou Maduro, assinalando que o presidente dos EUA Donald Trump "deve retirar imediatamente a sua ameaça militar contra um povo pacífico e nobre, o povo da Venezuela".

Segundo Maduro, a diplomacia da paz e a opinião pública mundial devem ajudar a evitar uma invasão norte-americana, que resultaria "irreparável do ponto de vista de perdas militares e humanas" para Washington. Ele prometeu que aproveitaria "cada mídia para pedir ao mundo inteiro que saia em paz para denunciar e deter a loucura de Donald Trump".

 

Além disso, o mandatário venezuelano abordou o tema das eleições, ressaltando que "na Venezuela não há falta de eleições", já que durante os últimos 20 anos no país tiveram lugar 25 eleições. As próximas eleições são as legislativas que, conforme o calendário eleitoral, ocorrerão em 2020.

A crise política venezuelana se agravou no dia 23 de janeiro, depois que o chefe da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, se declarou presidente interino do país durante protestos antigovernamentais realizados nas ruas de Caracas.

Os EUA, vários países da Europa e da América Latina, inclusive o Brasil, reconheceram o líder da oposição como presidente interino legítimo do país. A Rússia, China, México, Turquia, Noruega e Uruguai estão entre as nações que manifestaram seu apoio a Maduro como chefe de Estado legitimamente eleito do país.

 

fonte: https://br.sputniknews.com/americas/2019020513255058-maduro-venezuela-entrevista-perdas-irreparaveis-intervencao-eua/

 

 

Últimas Notícias