Cursos e Debates

 

Biblioteca Hipátia

TV Cidadania Livre

 

Maduro homenageia Trótski

lenintrotsky

CAUSA OPERÁRIA - O dia 20 de agosto registra na história uma das mais importantes datas na luta do proletariado mundial em direção à sua emancipação. Neste dia, no ano de 1940, a mão sinistra do stalinismo silenciava para sempre um dos vultos mais representativas e brilhantes do marxismo revolucionário e da luta da classe operária mundial.

Leon Trotsky foi, ao lado de Lenin, o grande elaborador teórico, organizador e dirigente político da insurreição de outubro, evento que marcou a vitória da revolução socialista mundial e o estabelecimento do primeiro governo dos sovietes, de soldados, operários e camponeses.

Nesta data, as homenagens ao grande revolucionário se espalham por várias partes do mundo, em um reconhecimento pela grande e inestimável contribuição teórica e política do dirigente da revolução russa à luta dos povos oprimidos em todo o planeta. São várias as homenagens e manifestações exaltando a figura ímpar de Leon Trotsky, sua fibra inquebrantável e sua grandeza moral diante das adversidades e dos desafios que enfrentou.

Vale registrar que uma dessas inúmeras manifestações de apreço e reconhecimento ao dirigente revolucionário, assassinado a mando de Stálin, veio a público pelo presidente constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro, que em sua conta em uma rede social publicou: “comemoramos 79 anos do assassinato de um dos teóricos marxistas mais importantes do século XX, Leon Trotsky. Revolucionário e líder da revolução de outubro na Rússia, marcou com seus grandes escritos políticos a época e a luta da classe operária”.

A importante manifestação pública do presidente bolivariano reveste-se de um significado especial, particularmente se considerarmos que Maduro, em mais de uma oportunidade, já fez elogios a Stálin, responsável pelos expurgos dos principais dirigentes da revolução russa; o homem que determinou a expulsão de Trotsky do partido e logo em seguida do seu próprio país, a União Soviética, tendo depois encomendado o assassinato do fundador e dirigente da IV Internacional.

É significativa também a declaração do presidente Maduro em função da quase totalidade da esquerda venezuelana alinhar-se à política do stalinismo, de contenção e obstáculo à revolução. Neste sentido, vale destacar que não é fortuita ou casual a declaração do presidente chavista, mas que esta vem refletindo não só as contradições presentes na etapa atual do desenvolvimento da luta de classes no país bolivariano (incapacidade do nacionalismo burguês em levar adiante, de forma consequente, a luta contra o imperialismo; hesitação em expropriar a burguesia, o grande capital e os monopólios capitalistas; o não atendimento, por completo, das reivindicações mais sentidas das massas populares etc.), mas também a grande influência da política do Partido da Causa Operária, que esteve recentemente participando do Foro de São Paulo, ocorrido na capital venezuelana, Caracas, onde foi realizado um intenso trabalho de agitação e propaganda do programa revolucionário do trotskismo, vale dizer, da luta pela derrota da burguesia e do imperialismo e pela vitória da revolução socialista, não só na Venezuela, mas em todo o continente, rumo a constituição de uma federação de repúblicas socialistas livres latino-americanas.

Últimas Notícias