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Bolsonaro convoca manifestação autoritária. Organizar já a luta da classe trabalhadora

Ficou escancarado o papel de Bolsonaro nas manifestações reacionárias chamadas para o dia 15 de março ao ser de conhecimento público o seu papel, sempre presente ainda que velado, na convocação dos atos. Trata-se de mais um passo na sua escalada reacionária, contra toda e qualquer mínima liberdade democrática. É urgente que a classe trabalhadora organizada dê uma resposta contundente a este autoritarismo e aos ataques econômicos, junto à juventude, as mulheres, negros e LGBT, com ações de rua e os métodos da nossa classe como fizeram os petroleiros.

Esquerda Diário

quarta-feira 26 de fevereiro| Edição do dia

Depois da convocatória feita por seu ministro General Heleno, o presidente de extrema-direita também começou a convocar as manifestações do dia 15/03, que têm entre suas bandeiras o repúdio ao Congresso ou o fechamento deste, dependendo das diferentes convocatórias da extrema direita. A convocatória por Bolsonaro em Whatsapp foi noticiada pelo jornal Estado de São Paulo e não foi desmentida por Bolsonaro ou qualquer um dos generais que ocupa o Palácio do Planalto junto ao reacionário ’capitão’. A convocatória pelo presidente se soma a convocatória feita por Heleno, de cartazes que circulam envolvendo outros generais (não negados, exceto por Santos Cruz) e por civis reacionários como Regina Duarte.

A convocatória é ainda mais provocativa se lembrarmos que dia 15 de março será um dia depois das mobilizações pelos dois anos do assassinato de Marielle Franco. Um crime político em que há crescentes indícios da ligação de sua família.
Apoiado em boa parte do oficialato militar, apoiado no fato de que uma quantidade imensa de generais faz parte de seus ministérios, Bolsonaro busca reforçar todos seus sanguinários vínculos com a ditadura militar e seus porões de ontem e sua impunidade de hoje.

Essa inédita medida reacionária, de convocar uma mobilização em prol de fechar o Congresso, está em função de ter um regime político ainda mais autoritário que o atual regime golpista dessa podre “democracia dos ricos”, mais funcional a maiores ataques à classe trabalhadora e a garantir maior submissão ao imperialismo.
Bolsonaro convoca essa manifestação buscando mostrar a força de sua fração de extrema-direita e se impor sobre outras forças políticas do golpismo, tais como o STF, Rodrigo Maia, o Centrão. Porém, o alvo mais importante para ele, não está nesses burgueses, está na classe trabalhadora, na juventude, nas mulheres, nos negros, na população LGBT que se levante por seus direitos.

Bolsonaro visa desenvolver em manifestações de rua a força de sua fração ao mesmo tempo que desenvolve seus tentáculos usando de outros artifícios para além das leis, paraestatais e protofascistas, como se vê nas crescentes mobilizações e vínculos de bolsonarismo, polícias e mílicias, notadamente nos estados do nordeste.

Se a convocatória de Bolsonaro não é energicamente combatida, com organização em cada local de trabalho e estudo, seu reacionarismo terá maior poder para seguir promovendo uma crescente degradação da já degradada “democracia dos ricos" no país. Essa degradação está em função das carteiras de trabalho verde-amarelas, de privatização da Petrobras e todas estatais, e de completar toda agenda política e econômica do golpe institucional.

Nesta luta, não podemos nos enganar com os que até ontem estavam realizando o golpe institucional e junto à Bolsonaro, como Doria e outros promovendo cada ataque a classe trabalhadora. Nem podemos apostar a que se pode derrotar a extrema direita pela via eleitoral ou destinando ao parlamento a tarefa de um impeachment contra Bolsonaro que abriria lugar para Mourão. O Parlamento, cheio de reacionários e agentes do golpismo, é um imenso balcão de negócios dos ataques a classe trabalhadora. É necessário apostar na luta de classes, na luta organizada da classe trabalhadora e de todos os setores oprimidos.

Para barrar esse caminho é crucial a construção de uma imensa resposta dos trabalhadores, das mulheres, dos negros, da população LGBT, da juventude. Dia 18/3 já estava sendo convocado como um grande dia de luta da educação e do funcionalismo público, é preciso que se transforme em muito mais que isso. É preciso que a CUT, CTB, demais centrais sindicais coloquem todos seus recursos materiais e convoquem ativamente a paralisação e manifestação nessa data. A greve petroleira, desafiando Bolsonaro, mostrou um caminho pelo qual os trabalhadores, a juventude, os negros, as mulheres, a juventude e a população LGBT pode seguir para enfrentar Bolsonaro e seu autoritarismo. Daqui até o dia 18 é necessário desenvolver uma série de mobilizações e ações concretas nos locais de trabalho, de estudo, para colocar toda a força da classe trabalhadora e da maioria oprimida da população em ação. A greve dos Correios marcada para começar a partir do dia 3 é outro forte ponto de apoio para resistir, assim como o dia 8/3, que pode colocar novamente as mulheres na linha de frente da luta contra Bolsonaro. Chamamos a juntos exigir de cada sindicato, diretório central dos estudantes e central sindical, assembleias em cada local de trabalho e estudo para desenvolver fortes mobilizações em todos os próximos dias e uma mobilização ativa e concreta até o dia 18 para assim derrotar o autoritarismo de Bolsonaro e seus planos econômicos.

 

fonte: http://www.esquerdadiario.com.br/Bolsonaro-convoca-manifestacao-autoritaria-Organizar-ja-a-luta-da-classe-trabalhadora

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