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Tsunami da educação: em São Paulo, povo volta às ruas contra os cortes

Em sete meses de governo Bolsonaro, Educação já perdeu R$6,2 bi. Estudantes e trabalhadores realizam terceiro protesto do ano contra os cortes

 13/08/2019 20h49

Concentração no Masp

educação provou mais uma vez seu poder revolucionárioO setor mais afetado com os cortes orçamentários de Jair Bolsonaro (PSL) mobilizou diversos setores da sociedade em mais de 200 municípios de todo país nesta terça-feira, 13 de agosto. E o recado foi claro: o povo não aceita o retrocesso.

Em São Paulo, o ato teve início por volta das 16h quando estudantes, professores e representantes de inúmeros movimentos sociais ocuparam a Avenida Paulista, cartão postal da cidade. Com o vigor característico da juventude, os manifestantes deixaram claro que vão botar Bolsonaro “na linha” – grito entoado pelos milhares presentes.

A marcha seguiu até a praça da República, no Centro da capital paulistana, reafirmando o poder da educação pública e de qualidade para o desenvolvimento do país.

Presente no ato, a estudante de ciências sociais Luana Maciel falou sobre o prejuízo imposto a todos os brasileiros com os cortes na educação e citou como exemplo o desmonte dos hospitais universitários. “O maior impacto, de longe, é para a sociedade. O hospital universitário da Universidade Federal de São Paulo corre o risco de parar de funcionar. É um hospital que atende milhares de pessoas que não tem como pagar atendimento de qualidade. É um trabalho que a população perde porque Bolsonaro não vê a importância que a educação representa dentro do país”.

Esse foi o terceiro grande ato nacional contra o desmonte da educação, setor que, em sete meses de governo Bolsonaro, já perdeu R$6,2 bilhões em recursos para 2019. Os primeiros atos foram realizados nos dias 15 e 30 de maio. Em seguida, os manifestantes também somaram forças as manifestações contra reforma da Previdência no dia 1º de maio e na Greve Geral, em 14 de junho.

A questão é tão grave que universidades de todo país têm anunciado que, se os recursos não forem devolvidos, a continuidade das aulas está ameaçada. A Universidade Federal do Mato Grosso chegou a ter a energia elétrica cortada em julho.

O cenário é o oposto ao que se via nos governos do Partido dos Trabalhadores, quando o ensino vivia plena expansão em estrutura e qualidade. O legado é reconhecido por todo povo brasileiro. Uma prova disso, é o relato da professora Débora Lourenço, que não se considera petista, mas lembra de todos os avanços que foram conquistados e também participou do ato em São Paulo em defesa da educação.

“Durante o governo do PT fiz duas faculdades com bolsa integral, hoje eu pago a faculdade do meu filho. Desde o golpe a gente vem sendo massacrado, a educação sucateada, uma tristeza. Eu dou aula e escola pública e é um realidade muito triste. O descaso desse governo é como se ele tivesse passando com um trator por cima da educação, é um descasos total. Sou educadora há dez anos, não é esse o futuro que quero para os meus filhos, não é esse o futuro que eu quero para minha família”, afirma ressaltando que vai permanecer nas ruas lutando pela educação.

Da Redação da Agência PT de Notícias

 

fonte: https://pt.org.br/tsunami-da-educacao-em-sao-paulo-povo-volta-as-ruas-contra-os-cortes/

 

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