A violência que nos mata

 

 
Nota do movimento Mulheres pelo Socialismo – Florianópolis.

 

Imagem: homenagem da artista Letícia Valéria a todas as mulheres assassinadas em Santa Catarina. Confira a imagem completa.

Na última quarta-feira, 19 de fevereiro, em Florianópolis, uma professora foi brutalmente assassinada dentro de seu local de trabalho. Uma mulher trabalhadora esfaqueada no banheiro da escola em que trabalhava. O assassino é seu ex-companheiro, contra o qual a trabalhadora já havia registrado boletins de ocorrência, denunciando as agressões que sofria. A omissão do Estado burguês mais uma vez mostrou claramente que as vidas das mulheres pouco importam.

Este crime, que provoca tristeza e medo em quem se identifica com a vítima, expressa a situação concreta das mulheres trabalhadoras. Esse crime afeta a toda a classe trabalhadora, pois é resultado de umas das piores formas de opressão engendradas na sociedade de classes: a violência contra a mulher.

O machismo, racismo, a xenofobia etc. servem aos interesses da classe dominante, de modo a garantir a divisão da sociedade, promovendo segmentações entre os trabalhadores. A divisão fez com que a mulher se tornasse propriedade do homem e empregada do lar individual, sendo assim construída uma relação de submissão.

Embora contribuam para a punição dos agressores, a Lei Maria da Penha e Lei do Feminicídio não impedem que eles continuem existindo, pois não alteram as causas da violência, diretamente relacionadas ao sistema capitalista. Não basta lutar pela punição daquele que esfaqueou a professora em seu local de trabalho. Não vamos esquecer das vítimas da violência que nos mata, pois todas são um resultado do sistema capitalista.

Lutaremos para que as mulheres trabalhadoras parem de ser mortas e para que estes crimes parem de ser apresentados como meramente passionais. Só há uma motivação no assassinato de uma mulher trabalhadora: a barbárie do capitalismo. Não é possível assistir passivamente a um governo que banaliza e incentiva todo tipo de violência.

Vamos combater toda violência contra a mulher. Lutemos por políticas públicas para acolher e preservar a vida de mulheres e seus filhos vítimas de violência!

Lutemos por uma sociedade socialista que dê as condições materiais para a superação da violência e da discriminação!

 

fonte: https://www.marxismo.org.br/a-violencia-que-nos-mata/