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Desemprego: O país a caminho de uma crise descomunal

A catástrofe social que se avizinha no país é o resultado do golpe de Estado de 2016 e somente poderá ser revertida com a derrota do governo ilegítimo de Jair Bolsonaro

 
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A crise tem nome e sobrenome: Jair Bolsonaro, Paulo Guedes e os militares golpistas | Foto: (Reproducao - Blog do Farias)

Amais recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que o país está indo, a passos largos, em direção a uma catástrofe social de proporções inimagináveis. O Instituto divulgou que entre a terceira e a quarta semana de junho, mais de 675 mil brasileiros ficaram desempregados. Os números estavam ocultos em função da pandemia, mas começam a aparecer agora no mercado de trabalho.

O contingente de novos desempregados no país faz elevar o número total de desocupados para 12,4 milhões, quantitativo expressivamente superior aos 9,8 milhões registrados no início de maio, fazendo com que o percentual  suba para 13,1%. A coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira pontuou que “a população desocupada e em busca de ocupação aumentou 26%, em relação à primeira semana de maio” (Portal IG, 17/7).

Os porta-vozes oficiais e não oficiais do golpismo reacionário brasileiro vêm buscando responsabilizar a crise sanitária do Coronavírus pela elevação dos números do desemprego. Embora a Covid-19 possa vir contribuindo para o aumento do percentual de desempregados, o fenômeno da desocupação é bem anterior à pandemia, sendo o vírus apenas um coadjuvante e também uma justificativa que os golpistas utilizam para a tragédia e o flagelo social vivenciado pelo país.

A realidade, no entanto, é muito diferente da versão fantasiosa apresentada pelos neoliberais para a crise econômica e seu principal e mais catastrófico resultado, o desemprego. A política de ataque à economia do país; de destruição dos ativos nacionais; as privatizações e a destinação de trilhões dos cofres públicos para os setores parasitários do sistema financeiro (bancos), levada adiante de forma deliberada e consciente pelo governo pró-imperialista e antipopular de Bolsonaro e Guedes, figura como o principal motor da crise, que tem no desemprego uma de suas expressões mais agudas.

Esta política criminosa e predatória, não só contra a economia nacional, mas principalmente contra a população pobre e explorada de todas as regiões, ficou claramente patenteada nestes quatro meses de pandemia, onde ficou evidente que o país está imerso na mais grave crise sanitária de sua história. Durante todo este período, o Estado simplesmente não atuou sequer para minimizar os efeitos devastadores que a infecção e coronavírus vêm provocando, sobretudo nas camadas populares mais vulneráveis à ação do vírus. Tragicamente, já registramos mais de 2 milhões de infectados e um número próximo a 80 mil óbitos oficialmente reconhecidos.

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